começando.

 



Eu sei que ninguém mais lê blogs. Talvez por isso mesmo eu queira escrevê-lo.
Os pensamentos ficam na minha cabeça, ruminando, ruminando… Acho interessante deixá-los aqui para a posteridade. Ou, quem sabe, alguém leia e se identifique.

No ano passado, em novembro, os planos do meu futuro foram retirados de mim. E eu sofri. Não escrevo para causar piedade em quem lê. Escrevo sobre isso apenas para externalizar.

Diante do desmoronamento de todos os meus planos futuros, eu me vi assim: livre.
O que fazer? Que decisões tomar? Agora eu posso fazer qualquer coisa que eu queira.

Mas ali, diante de todas as possibilidades, percebi que eu não sabia o que queria.
Qual é a minha cor favorita? Qual o meu cheiro favorito? Qual o meu sabor favorito?
Eu gosto mais do dia ou da noite?

Quero virar astronauta agora? Ou quero me tornar a melhor advogada da Bahia?

O que eu quero para mim? Só para mim e, de forma bem egoísta, o que me faz bem?

É nessa jornada que eu estou (novamente). Quem eu sou? Quem eu sou sem os dogmas da religião, sem a necessidade de agradar um parceiro?

Será que eu gosto mesmo de carnaval? Ou de cerveja?

Quem é a Lorena que não busca entrar em um padrão para agradar à igreja ou às pessoas?

Será que eu sei? Não. Rsrs.
Então vou me buscar.

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