mas quem sou?

 



Então, por onde começar?

Estou realmente surpresa com esse meu recomeço. Descobrir que tenho certas coragens me assusta. Não no sentido de arrependimento, mas de estranhamento mesmo... como se eu me olhasse de fora e pensasse: oxe, desde quando eu faço isso?

Fico com um pé atrás comigo mesma, sabe?
É como se, depois de agir, eu me perguntasse:
“Como foi que eu cheguei até aqui?”
“O que está saindo de mim?”

E, ainda assim, o que posso dizer é que estou gostando.

Estou com medo de mim, mas estou feliz com o que estou vendo. Feliz depois de fazer, depois de viver, depois de perceber que algo em mim se moveu sem pedir licença. A surpresa vem sempre depois da ação, nunca antes.

Tenho aprendido que sempre existe uma nova primeira vez para alguma coisa. E eu estou vivendo essas primeiras vezes: existindo com mais presença, sentindo com mais atenção, sorrindo sem tanto cálculo, dançando mesmo sem saber exatamente os passos. Tenho experimentado sensações novas, e isso muda tudo.

É muito bom viver.
Viver, assim mesmo, sem adjetivos.

Aprender a ir com medo e com vergonha talvez seja uma das formas mais honestas de maturidade. Nunca estaremos totalmente prontos. Nunca poderemos prever as decepções ...mas quem dera. A ideia de preparo absoluto é só uma tentativa de controle disfarçada de prudência.

Ter coragem é como fazer uma aposta. Não há garantia de nada. A queda pode, sim, ser proporcional à altura da coragem (ou até maior). Mas ficar parado também cobra um preço, só que mais silencioso.

Hoje, escolho apostar.
Mesmo tremendo.
Mesmo sem certeza.

Porque, no fim, o que assusta não é a queda.
É perceber que eu poderia ter vivido e não fui.

Isso me apaga ou me expande? Se expande, mesmo tremendo… é vida passando.



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